29.10.08

Divagação

As vozes não se vêem
A voz da Terra: a água do Mar, o Vento - o que conduz.
A fala.

O que se vê não se ouve
A luz do Sol - o que é conduzido, em intrínseca união com o que o conduz.
O corpo.

Fica só por perceber qual é aqui o lugar da voz muda que nos sussurra quando pensamos.
Não se vê nem se ouve... Existe então do mesmo modo como a voz, como a luz ou o corpo, mas não é nenhum deles.
Ou... pode sê-los a todos, como o silêncio, ou, é O Si-lêncio. Pensar parece efectivamente ser equivalente ao silêncio... e assim se entende não nos escutarmos uns aos outros quando o fazemos. Mas, e por nós mesmos?... Ahh... Que longo vai o Son-h-o Universal!

Por outras palavras:

O pensamento mais original, autêntico, é o silêncio - a voz da Luz.
O pensamento denuncia a distância que o silêncio conquista.

2 comentários:

Valdemar F. Ribeiro disse...

Oi Anita e Todos .

Dificilmente farei aqui comentários ...

Prefiro o odor do perfume
Das brisas silvestres Transportado pelas palavras Aqui esculpidas
No mais profundo sentir ...

Quero o infinito
Por detrás das palavras
Esculpidas em tons
E nuances de mil cores

E com a mais valia do esforço ..
Agradeço aos Deuses ,
Apesar de dura por vezes a labuta .

vfr

Anita Silva disse...

Os amantes não reclamam por comentários. Apenas amam. E quanto mais próximos da Fonte... tanto melhor. ;)