12.8.09

acalmia

Inquietação

Alba do começo

Meço o fundo dos dias

Para lhes sondar o abismo galopante

O exorcismo da amargura

Camadas de sal de mar e lume

Sobre as feridas nunca abertas

Pelo gume do esquecimento

Estátua de vento

O desejo de ficar é uma tentação fátua

Despenha-se na inocência dos augúrios

Assim que o sol nasce

Para recolher da noite a pérola secreta

Da continuação

1 comentário:

Sereia* disse...

Caro Paulo,

é assim! É mesmo assim!
Tudo o que se possa escrever sobre o tamanho desse abismo, as medidas desse lugar escondido... tudo o que podemos esperar desse vento, tudo o que ainda não vimos nesse horizonte...

É lindo*