22.11.08

En-gana-da

A ilusão do tempo
É realmente obra de arte de um mágico
Andam os homens pensando no que foi
no que é e no que será
de acordo com o que puderam saber
até ao sempre adiado momento presente
Planeiam mil e um projetos
para um tempo que ainda não chegou
achando que serão os seus planos a atuar
Mas o tempo em que os pensam não é o tempo em que os fazem
No tempo em que os fazem nunca antes eles estiveram
Todo o momento é novo
nada se repete
Só a mente repete o mesmo erro
de querer ser os bois e não a carroça
é a incurável mania da carroça querer ser os bois
Que talvez não seja (apenas) erro
mas a justa correção

2 comentários:

Paulo Feitais disse...

A analogia do viver com o navegar... todo o universo é viagem e maré viva... todo o universo navega connosco quando nos apercebemos de que somos o universo a navegar, barco e ilha, mar e céu, tudo em tudo no Presente eterno (e-terno).

beijo!
e não ando "sumido", só cheio de trabalho.

;)

Anita Silva disse...

Há quem não se possa sumir, nunca.
Pois que em nós o sentimos desde sempre assumido.

Beijo*