21.1.09

A Voz do Coração



E Tudo É Amor...
Tudo é indefinível: Nada é uma definição.

O homem ainda não definiu o que é a vida,
e só quando a definir como indefinível
a terá enfim definido.
E que poderá falar legitimamente dela,
sabendo-se seu eterno filho:
sabendo-se ela,
pois todo o filho É (com) a mãe.

- As palavras não existem, são o que somos
- O homem não pode falar da vida: a sua voz é já A Vida.

-> Porque as palavras não podem falar de si próprias.
(Apenas quando se esquecem que são, elas mesmas, a vida, o fazem.)
O homem para falar da vida/de si precisa sempre de ser homem/estar vivo, e não se pode falar do que se é sendo-se.
Que é o que o Amor nos lembra... Que estamos vivos!


O homem não pode somente falar de si, pois assim como a vida o pôs a viver-se, assim o pôs a falar-se... a revelar-se inteiro (corpo e não-corpo, tempo e não-tempo). Ou quase.

2 comentários:

Paulo Feitais disse...

o amor é indefinível. Não é possível pôr-lhe um fim,ou delimitá-lo.
a re-velação, o re-cobrir que se des-cobre re-)velando-se.
no entando, o amor é esse processo e o seu excesso. é excessividade pura (Eudoro de Souza).
mesmo o narcisismo é amor. amor de si. amor em si. mesmo as vivências narcísicas, não contendo aventura, podem ser tocadas pela ventura.
e talvez, nalguns casos mais derradeiros, o lago em que se mergulha possa ser o infinito.
:)

Anita Silva disse...

E para que "possa ser o infinito" nada como deixar de impor restrições ao que não as tem, por não as ser (ou mesmo que as seja não pode deixar de as não ser, visto ser tudo...), por tudo ser Amor: a vida, um ex-cesso. ;)*