25.1.09

terminação




mergulhar no ocaso
de chumbo derretido dos sonhos diurnos
vertido de cima sobre a terra gretada
ter a alma confundida com o sol em suspensão
repleto de noites por colapsar na expiração dos mundos
e outra vez
outra vez de novo se repete o rito irrecusável
as palmas das mãos sorvem a ardência do chão
extravasado de rumos
o aqui é uma miragem
só que visto de dentro
parece um centro que irradia lugares e imensidade
verto-me no azul
explosão irreal
e o ponto final
afinal aponta
terminal?

1 comentário:

frAgMenTUS disse...

"verto-me no azul" - lindo e profundo!

tantas e tantas vezes discorro sobre o infinito azul do mar, do céu, da transcendência q nos aflora, toca e surpreende...

um sorriso