A Morte e o Amor, os dois lados de uma só face: a Nossa;
a Ausência e a Ausência da Ausência, a Presença.
Ahh!, o Possível é, pois, o Impossível do Impossível...
ou o extremo do Impossível.
É essa a Fonte do Maior Amor.
Como não Amar para lá de Tudo e Nada?
Como não Desejar alcançar a Terra do Nunca?,
se aqui, onde vivemos, é já a Terra do Nunca do Nunca,
e é só por isso que nela andamos.
Mas não,
eu só quero a Terra do Sempre.
Sem-pré.
É lá que mora o meu Coração Independente
da Morte: de Si.
Eterno vagabundo,
vag(ue)ando pelas ondas do Amor sem fim.
«Vemos Deus pelos olhos da Saudade»
Teixeira de Pascoaes, A Arte de Ser Português (1915)
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2.4.09
Terra do Sempre
Tipo de Jogo:
amor,
Deus,
Eternidade,
fonte,
História de Portugal,
Ilha dos Amores,
Mãe-Terra,
mar,
Poesia Portuguesa
22.3.09
Maria Bethânia* - Casinha Branca
Eu queria simplesmente...
... ver (o 'Sou no Ser')
... o Ser-Portugal no Sou-Brasil.
Queria Ser o que Sou,
mas para isso
preciso
aliar os Dois...
o Sou a Si.
«E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.»
Êxodo 3.14
*significa, Casa da Graça
14.1.09
A Voz é a Alma do Homem
A voz, é só da pessoa, ou A pessoa?
Tal como o pensamento, e o sentimento? São da pessoa? Ou A pessoa?
...
A minha voz não é (só) minha, sou eu. O meu saber não é (só) meu, sou eu.
O meu Amor não é meu. Sou eu.
O pensamento fez-nos passar a ver mais do que uma realidade. Onde apenas existe a vida, O homem.
O pensamento fez-nos ser de nós, e não nós. Ao pensarmos deixámos de ser nós, para sermos o pensamento de nós.
Para que o homem se avalie/julgue precisa de se ver separado de si mesmo, mas isso nunca acontece. Mesmo olhando-se num espelho, o homem continua na realidade a ser um só.
(O homem actual não mora no seu corpo. Mora no pensamento que é, por sua vez, o pensamento do corpo no qual ninguém mora.)
Ó não, não quero ser mais de mim.
Quero ser-Me!!
Tal como o pensamento, e o sentimento? São da pessoa? Ou A pessoa?
...
A minha voz não é (só) minha, sou eu. O meu saber não é (só) meu, sou eu.
O meu Amor não é meu. Sou eu.
O pensamento fez-nos passar a ver mais do que uma realidade. Onde apenas existe a vida, O homem.
O pensamento fez-nos ser de nós, e não nós. Ao pensarmos deixámos de ser nós, para sermos o pensamento de nós.
Para que o homem se avalie/julgue precisa de se ver separado de si mesmo, mas isso nunca acontece. Mesmo olhando-se num espelho, o homem continua na realidade a ser um só.
(O homem actual não mora no seu corpo. Mora no pensamento que é, por sua vez, o pensamento do corpo no qual ninguém mora.)
Ó não, não quero ser mais de mim.
Quero ser-Me!!
8.1.09
Respirar é inspirar silêncio e expirar palavras/silêncio
Só o Silêncio é Real. Porque o Amor (o Homem), mesmo falando, é sempre mudo.
Respiro palavras, não como mera metáfora, mas como metáfora verdadeira.
Ou melhor, o Ar que nos aviva é Silêncio. As palavras são esse mesmo Ar, exteriorizado... (em som do silêncio ou em silêncio)
A fala do homem? O sopro do seu coração.
Respiro palavras, não como mera metáfora, mas como metáfora verdadeira.
Ou melhor, o Ar que nos aviva é Silêncio. As palavras são esse mesmo Ar, exteriorizado... (em som do silêncio ou em silêncio)
A fala do homem? O sopro do seu coração.
19.12.08
Os limites da razão
Viver com base numa imitação, no pensamento, tem limites.
O modelo racional do homem quanto à realidade parece estar a rebentar pelas costuras...
É que a vida nasce sem vestes,
o homem real vive sempre nu.
De corpo e mente despidos.
De Palavra e corpo fundidos num mesmo que são.
Em que Palavra não é pano que tapa, mas corpo que revela.
Que brilha.
O modelo racional do homem quanto à realidade parece estar a rebentar pelas costuras...
É que a vida nasce sem vestes,
o homem real vive sempre nu.
De corpo e mente despidos.
De Palavra e corpo fundidos num mesmo que são.
Em que Palavra não é pano que tapa, mas corpo que revela.
Que brilha.
25.11.08
Sem-pre-sente
Estranho é o homem.
Não lhe faz confusão produzir entendimentos sem corpo acerca de corpos.
Mas achar o real sonho já.
Pre-ocupar-se acerca de um sonho?
Mas se é um sonho!...
Um sonho a caminho do real.
Mas ainda passageiro.
Ahh o Sonho Real. Esse, em que tanto desejo acordar.
Sim, achem-me louca... mas só até daqui a pouco.
Até ali, até à foz onde a loucura nasce eterna.
Aliás, fora isso, é sempre só até daqui a pouco.
Alienada do presente? Não, presente no único presente em que desde sempre se está, no presente infinito, intemporal.
Não lhe faz confusão produzir entendimentos sem corpo acerca de corpos.
Mas achar o real sonho já.
Pre-ocupar-se acerca de um sonho?
Mas se é um sonho!...
Um sonho a caminho do real.
Mas ainda passageiro.
Ahh o Sonho Real. Esse, em que tanto desejo acordar.
Sim, achem-me louca... mas só até daqui a pouco.
Até ali, até à foz onde a loucura nasce eterna.
Aliás, fora isso, é sempre só até daqui a pouco.
Alienada do presente? Não, presente no único presente em que desde sempre se está, no presente infinito, intemporal.
13.11.08
«Faz escuro mas eu canto»
«Na fogueira do que faço
por amor me queimo inteiro.
Mas simultâneo renasço
para ser barro do sonho
e artesão do que serei.
Do tempo que me devora
me nasce a fome de ser.
Minha força vem da frágil
flor ferida que se entreabre
resgatada pelo orvalho
da vida que já vivi.
Qual a flama que darei
para acender o caminho
da criança que vai chegar?
Não sei. Mas sei que já dança,
canção de luz e sombra,
Na memória da esperança.»
Thiago de Mello
Porque me é.
Para quê escrever mais? Para quê?... (Pergunto eu, de mim a mim.) Tudo está dito e tão bem dito.
Sophia, Thiago, Alegre, Pessoa...
...
Sim, encarnar. Apenas isto:
«(...) como são onda e mar,
seremos palavra e homem.»
Thiago de Mello
Tipo de Jogo:
amor,
fonte,
Mãe-Terra,
Memória,
Música,
Poesia brasileira,
puer aeternus,
sonhar
3.11.08
Vozes d'outros (2)
MANIFESTO ALQUIMISTA
“não escrevemos em vão.
os nossos companheiros ouvem-nos em qualquer parte do mundo.
com a aranha dos séculos tecemos as palavras do vento,
as constelações, as páginas da neve,os sonhos,
as flores azuis dos poemas, as armas das revoluções,
as democracias violetas, o caviar das nuvens,
a flecha branca dos cães.
no riso aberto da noite onde estamos, tu e eu?,
tu e nós?!
como o terror do dia é branco!
como os especialistas do poder são corruptos!
e abrimos as " portas" a todos!
- uns entram, outros saem, outros,
vendem-se sem vergonha nenhuma!
nós, os alquimistas, pisamos o chão com vírgulas e pontos de exclamação.
latimos com poemas aos clientes dos cinco continentes!
com olhos de crianças abrimos fendas nos livros,
e oferecemos as nossas palavras brancas às páginas negras das nuvens!
as nossas gargalhadas não constam nos dicionários das línguas
e são pertença de todos no mundo!
somos sacerdotes do planeta!,
sacerdotes sem um deus que nos contenha ou nos mereça!
podem rir-se de nós!, podem cortar-nos a cabeça!
podem apagar-nos dos bosques quando morremos!,
podem arquivar-nos em pequenos blogues!,
podem eliminar-nos da cibernética!
podem vigiar-nos com câmaras ocultas!,
podem oferecer-nos a eternidade dos países!
não queremos ouro corrupto!,
faremos sempre, de todos, os nossos poemas vivos!
com as nossas fortes palavras curvas
deixaremos nascer milhares de frutos virgens!
que os senhores de Roma sejam trazidos
à nossa presença de alquimistas!
connosco farão poemas relativos e curtos,
poemas encolerizados e pacíficos!
abriremos então fendas nos espelhos
com palavras novas !
somos insurrectos!
a nossa insurreição está em todo o lado da Terra.
pagamos com as estrelas do corpo
a vergonhosa diferença entre os homens,
a vergonhosa riqueza dos senhores do mundo!
podem até decepar-nos o tronco!
nascerão logo de seguida mais de cem poemas virgens !
é absolutamente necessário romper a inteligência
das palavras vendidas!
o planeta está em evidência!
as crianças exigem o novo riso e o novo amor!
o poeta vai e vem do outro lado do mundo,
e desfecha uma nuvem com palavras feridas!
é urgente matar a inteligência velha das palavras vendidas!
importa que os cães conheçam a palavra Amor!”
mariah
24/X/2008
“não escrevemos em vão.
os nossos companheiros ouvem-nos em qualquer parte do mundo.
com a aranha dos séculos tecemos as palavras do vento,
as constelações, as páginas da neve,os sonhos,
as flores azuis dos poemas, as armas das revoluções,
as democracias violetas, o caviar das nuvens,
a flecha branca dos cães.
no riso aberto da noite onde estamos, tu e eu?,
tu e nós?!
como o terror do dia é branco!
como os especialistas do poder são corruptos!
e abrimos as " portas" a todos!
- uns entram, outros saem, outros,
vendem-se sem vergonha nenhuma!
nós, os alquimistas, pisamos o chão com vírgulas e pontos de exclamação.
latimos com poemas aos clientes dos cinco continentes!
com olhos de crianças abrimos fendas nos livros,
e oferecemos as nossas palavras brancas às páginas negras das nuvens!
as nossas gargalhadas não constam nos dicionários das línguas
e são pertença de todos no mundo!
somos sacerdotes do planeta!,
sacerdotes sem um deus que nos contenha ou nos mereça!
podem rir-se de nós!, podem cortar-nos a cabeça!
podem apagar-nos dos bosques quando morremos!,
podem arquivar-nos em pequenos blogues!,
podem eliminar-nos da cibernética!
podem vigiar-nos com câmaras ocultas!,
podem oferecer-nos a eternidade dos países!
não queremos ouro corrupto!,
faremos sempre, de todos, os nossos poemas vivos!
com as nossas fortes palavras curvas
deixaremos nascer milhares de frutos virgens!
que os senhores de Roma sejam trazidos
à nossa presença de alquimistas!
connosco farão poemas relativos e curtos,
poemas encolerizados e pacíficos!
abriremos então fendas nos espelhos
com palavras novas !
somos insurrectos!
a nossa insurreição está em todo o lado da Terra.
pagamos com as estrelas do corpo
a vergonhosa diferença entre os homens,
a vergonhosa riqueza dos senhores do mundo!
podem até decepar-nos o tronco!
nascerão logo de seguida mais de cem poemas virgens !
é absolutamente necessário romper a inteligência
das palavras vendidas!
o planeta está em evidência!
as crianças exigem o novo riso e o novo amor!
o poeta vai e vem do outro lado do mundo,
e desfecha uma nuvem com palavras feridas!
é urgente matar a inteligência velha das palavras vendidas!
importa que os cães conheçam a palavra Amor!”
mariah
24/X/2008
Tipo de Jogo:
amor,
fonte,
maria azenha,
verdade,
VFS
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