15.2.09

plenitude



o mar no aberto
profundeza perdição e liberdade
a verdade de ser um com o vento
a afirmação do que há em cada gesto
dança no azul e na agonia das ondas
o reverso do que vem do fundo e do princípio
a geometria indecisa do desejo
tudo confundido na promissão que alucina
mergulho
o romper das águas do começo
inundação repentina
o frio e a inclemência das preces sombrias
além arde a pira da memória
todos os passos são derradeiros

2 comentários:

Vergilio Torres disse...

:) que viagem...

Um abraço!

Anita Silva disse...

Fugi da cidade por uns dias... parece o tempo ter parado enquanto lá estive... no Campo.

Um beijo!*